sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Eu e Mateus Carrieri





Caros amigos leitores do meu blog, os presentes e os anônimos

Pelo número de visitas diários vejo que não sao poucos.
Fiz esse blog com a intenção de escrever meu livro "A vida tem a cor que a gente pinta". Tenho aqui dentro mais de 13o textos meus então não sei como começar, mas a partir de hoje começarei o meu livro colocando sequência lógica dos meus textos.
Não pretendo ser nenhum best seller, nem sou capaz disso, mas assim como já sai em 4 revistas, quero deixar um livro para os netos. Pelo andar da carruagem acho que dirão: "Essa era a minha avó materna".
Pensei primeiro e comecei uma auto biografia, mas pensei e vi que nem todos poderiam lê-lo. Com as feridas adquiridas durante a minha vida, poderia "ferir" entes muito queridos. Teria de contar o período pior da minha vida, que foi no cangaço, e aí comprometeria o meu objetivo para os netos.
Teria que desabafar o que foram 29 anos na educação, e decidi que não tô mais nem aí pra ela. Já consegui me livrar então está bom demais.
Fora ter que colocar coisas íntimas de família. Não quero me expor.
Para mim, o que interessa é presente, passado não tem mais valor algum, só absorvi experiências, tristezas passaram. Futuro, depois de tudo que planto e plantei sei que será sempre bom. Agora é só colher.
Continuarei escrevendo por aqui. Voltem sempre.
Quando pensarem em perseverança assistam no Youtube, Joseph Climber. Vale a pena.
Bjs a todos, presentes e anônimos


Love story piano-mp3
Bethoven - Beethoven

Com 13 anos tocava essa música no piano. Faz temmmmmmpo!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Interesse dos alunos? Ache um jeito professor

Durante anos ouvia falar que tínhamos que trabalhar perto da realidade dos alunos. Eu pensava, pensava e dizia, como? Até que eu entendi.
Se vc chegar na classe e disser página tal, hoje vamos estudar ácido desoxiribonucléico e no livro está escrito " encontra-se no núcleo da célula e produz cópias exatas de si mesmo". Ninguém entende e lògicamente não irão se interessar. A gente nunca se interessa pelo que não entende.
Aí se vc mudar e falar:Sabe como se chama o DNA do programa do ratinho?(eu sou antiga).Ácido desoxiribonucléico. Os alunos, como faz parte da vida deles a TV, além de prestar atenção, manda os colegas ficarem quietos.
Aí vc traduz o pedaço "encontra-se no núcleo da célula e produz cópias exatas de si mesmo", que é simplesmente como se em cada célula tivesse "foto" de nossos pais biológicos, por isso que até num fio de cabelo é possível descobrir o DNA.
Dessa forma o aluno entende, se interessa, conta até em casa sobre o que aprendeu.
"Menos és mas" como dizia meu professor.
Vc não se impõe dificultando a matéria, e sim, deixando-a de um modo que TODOS entendam.
Os alunos sempre gostarão da sua aula, porque ele aprende de fato e o que se aprende mesmo, fica para o resto da vida.
E o termo desoxiribonucléico é uma ótima palavra para se brincar de forca tb. Valeu!!!!
Bjs

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Chiclete

Outro dia assisti na TV uma especialista não sei do que, explicando o porquê do chiclete fazer mal para o estômago. Não aguentei e ri sózinha. Ela numa seriedade e eu lembrei de como explicava isso para os meus alunos.
Estavam numa bagunça e eu gritava alguma coisa para eles prestarem atenção, e sempre a do chiclete surtia efeito. Eles ficavam quietos para escutar e ainda mandavam os outros "calarem a boca"
Eu gritava:
-O cérebro é o culpado do chiclete fazer mal para o estômago.
Eles ficavam curiosos e faziam aquele silêncio para escutar.
Eu dizia: quando vc coloca o chiclete na boca, o cérebro grita para o estômago:
- TÁ INDO COMIDA AÍ.
O estômago acredita e solta todo o suco gástrico, então dá aquela sensação de fome e queima o estômago, como se vc tivesse tomado vinagre puro.
Blá, blá, blá e eles prestavam atenção pra valer.
Cada um usa as armas que tem pra fazer aluno ficar interessado, a minha era essa. Sempre achando uma frase bombástica.



Malandro é malandro e Mané é Mané
Bezerra da Silva

"Causo" para o casal que me endoida.

Quando a educação começou a ir pra UTI, porque inventaram sala ambiente, sem nada pra desenvolver o que realmente interessava, eu tinha uma classe que podia fazer todo tipo de trabalho e dos mais diferenciados possíveis.
Em setembro, eu pensei:
-Só isso que eu posso fazer por eles? "Vomitar" matéria?
Eu tinha percebido que os alunos com a "falência" da educação, não sabiam fazer perguntas sobre nada, simplesmente porque não sabiam dar opinião em quase todos os assuntos.
Tínhamos 3 aulas por semana, sendo que na sexta-feira, era a primeira aula e a última (detalhe, eu quem fazia o horário da escola). Conversei com os alunos e combinamos que trabalharíamos bastante nas duas aulas semanais com a matéria e na última de sexta, debateríamos sobre qualquer assunto da nossa escolha.
Como sempre tem alunos, seres humanos, que não se interessam por nada que possa acrescentar, disse que essa aula estavam dispensados os que preferiam ficar à toa.
Juro que pensei em fazer isso com todas as classes, mas imaginem se não tive problema com direção, inspetor de aluno e coordenador que vinham "devolver" meus alunos. Só que perderam de perceber que com o passar das semanas eles voltavam pouco a pouco devido ao comentário animadérrimo dos colegas.
O assunto era escolhido na hora.
Eu tinha um aluno negro que me preocupava bastante, porque no intervalo ele ficava só e na sala de aula, fazia tudo mas não abria a boca. Estranhei quando vi que ele optou em ficar nos debates. Pensei, ele não fala, como pode querer participar?
No dia do tema "preconceito", eu comecei dizendo do que vivi criando minhas filhas sem pai. Todas as crianças do prédio podiam esquecer as bicicletas na garagem, mas se as minhas esquecessem, tinha moradores que as jogavam na rua. Disse também que falei para as minhas filhas que se combate o preconceito como sendo "as melhores", não em valor, mas em atitudes.
Qual não foi meu espanto quando esse meu aluno começou a falar e contar das vezes em que foi considerado ladrão junto com a mãe em supermercados, lojas e etc. Disse também que nunca pensou que eu, branca, tivesse passado por preconceito, porque para ele, somente os negros tinham esse tipo de problema.Ele sintetizava preconceito em só esse.
A partir desse dia, esse aluno virou participativo de tudo, aula, debate, recreio, ele virou outro ser humano.
Até hoje ninguém entendeu o que eu quis fazer e fiz!
Professor não pode desenvolver "papos" e sim, explicar matéria, que se não for aprendida realmente, são "palavras ao vento". O ser humano não é considerado importante.
O que importa é que quando lembro disso, fico feliz.
Bjs



Tema do Filme "Ao mestre com carinho"

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Tá perdoado - Maria Rita

Caicá,
tô perdoada da brincadeira abaixo?
Depois o Marcos diz que eu é que sou professora,né? VOCÊ É MINHA ETERNA FESSORA




Ta Perdoado.mp3
Maria Rita

Caicá, YAHOOOOOOO!!!!!

Vc mandou eu colocar uma que lembrasse vc, mas me lembra tb. Atrapalhadas!!!!! .kkkkkkkkk
A música termina falando:
"a gente as vezes atrapalha tudo...e quando deixa tudo pra lá é que dá certo".
Bjs e te amoooooo
SUA Mammy



DVD Barulhinho Bom - Besta e tu. mp3
Marisa Monte

Amigos, "pra que tê-los,mas se não tê-los como sabê-los"




Mulheres -mp3
Martinho da Vila


Texto

Poderia mudar a música de Martinho da Vila para "eu tenho amigos, de todos os tipos, de todas as idades e de todos os jeitos". Aquela que escuta minhas tragédias, aquela que eu só dou risada e não posso falar tristezas, aquele que de longe pela net sabe tuuuuudo da minha vida(coruja), me vigia pelo computador, aquela que eu nunca conto segredo, aquela que eu conto segredo e confio, aquela que eu só encontro e digo oi e me mando e ela diz que me ama,mas tenho um casal de amigos que me "endoida". Nunca sei se estão falando sério ou mexendo comigo. O que sei é que só cresço com eles. Aquilo que eu achava que estava "adormecido" de tão fundo lá dentro, eles dão um jeito para que eu "desabroche".São os amigos que só me ajudam a crescer intelectualmente, mas gostam e respeitam minha simplicidade que é monstruosa perto deles.
Acho que nascemos sempre com um propósito e são os amigos que nos complementam no desenvolvimento da percepção de saber porque e pra que eles estão nas nossas vidas. Cada um nos faz aprender algo novo e é isso que nos garante analisar onde e quando usufruir, respeitando cada um como é.
Vc se respeita e então por consequência vc respeita o outro.
Não tenho muita quantidade de amigos, porque no percorrer dos meus 55 anos, fui fazendo escolhas e hoje sei que a qualidade deles é muito mais importante.
Se amigos são os tesouros da vida, então não preciso mais ganhar com o "galo 52".
Bjs a todos que se encontraram no meu texto