quinta-feira, 18 de março de 2010

Identifiquei-me com esse texto. Amei, mas não sei o título.

Mario de Andrade


Contei meus anos e descobri
que terei menos tempo para viver
daqui para frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras,ele chupou displicente,
mas percebendo que falatavam poucas,rói o carocço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Inquieto-me com invejosos
tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares,talentos
e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis,
paradiscutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha vida.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica,são imaturas.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos,quero a ESSÊNCIA,minha alma tem pressa....
Sem muitas jabuticabas na bacia,quero viver ao lado de gente humana,muito humana,que sabe rir de seus tropeços,não se encanta com triunfos,não se considera eleita antes da hora,não foge de sua mortalidade.
Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E PARA MIM BASTA O ESSENCIAL!!


quarta-feira, 17 de março de 2010

Reflexão

Ainda do livro "Sem medo de viver" - Zibia Gasparetto.

Tem um pedaço que concordo, visto que conheço pessoas que fazem isso.

"O mundo energético é mais atuante até do que o mundo material. Tem mais penetração. Com o pensamento, e a vontade vc manipula energias e as direciona. Estamos fazendo isso constantemente, sem nos dar conta. É por isso que quem vive queixando-se, só olha o lado ruim das coisas, acaba atraindo para sua vida somente coisas ruins e afastando pessoas. É que ele está manipulando energias negativas o tempo todo, e elas ficam a seu lado envolvendo tudo quanto ele fizer".

"Mas mostra que ninguém é vítima a não ser de si mesmo. Que cada um vive no mundo que criou. Há muitos aventureiros neste mundo aproveitando-se da credulidade pública".

Bjs

domingo, 14 de março de 2010

Felicidade ou sofrimento

Acabei de ler um folheto de Silas Malafaia, "Felicidade ou sofrimento: qual a sua escolha?" onde tem um tópico que diz:
-"O sofredor crônico é pessimista.
Para os pessimistas, a vida só traz desgosto e insatisfação. Eles vivem reclamando e murmurando. Tem gente que só vê desgraça e derrota. Sofre por antecipação, só dá atenção às críticas e não consegue superar nenhuma dificuldade, porque elas permanecem sempre na mesmice e único assunto.
Se você tem se comportado assim, aprenda a não exigir demais de si e do seu próximo. Se voltar sua atenção apenas para as falhas, em vez de avaliar também o que acertou, para obter um resultado melhor em uma próxima oportunidade, acabará sendo uma pessoa eternamente frustrada, que nunca relaxa, descansa, permite-se errar; e poderá ter um colapso nervoso ou desenvolver um comportamento obsessivo".

Esse texto é para reflexão. Vamos deixar de ser chatos! Ainda dá tempo.


quinta-feira, 11 de março de 2010

Neutralizando

Como é bom a maturidade!. Tem umas desvantagens físicas, mas em compensação tem várias vantagens intelectuais e emocionais maravilhosas.

Eu sempre fui uma pessoa que gostava de agradar à todos. Ficava muito triste quando sabia que estavam falando mal de mim.

Tinha horas que depois de passado o episódio, me achava até sem personalidade. Pensava, como não reagi ou respondi alguma coisa. Eu sou besta mesmo.

Deixei-me por uma vida toda ser aquela sem opinião, tudo por lutar pela harmonia de família ou amigos.Fui massacrada, pisada, humilhada, rebaixada e sempre a ovelha negra. Sou ariana, mas custo para tomar uma atitude e jogar no ventilador...

Sempre soube o que falavam mal de mim, mas nunca tirei satisfação de nada.

Hoje sei que tenho personalidade sim, muito forte por sinal, mas que tenho uma qualidade, sei esperar.

"Nada acontece por acaso". Tudo tem a hora, lugar e tempo certo. Máscaras caem, cabeças rolam e a verdade sempre aparece.

É verdadeiro que só colhemos o que plantamos, como é verdade também que "A paz, assim como a caridade, começa em casa". Tenho um lar feliz, com união, paz e amor.

Hoje pergunto:
-Quem fez tudo errado? Eu??????

segunda-feira, 1 de março de 2010

Sem medo de viver - Zibia Gasparetto

Estou lendo esse livro e num diálogo entre chefe e empregado deu um nó na minha cabeça.

Sempre defini egoísta aquele que pensa, cuida, lembra só de si mesmo e vejam o que diz o diálogo:

"Pensar em si mesmo, cuidar de seus próprios valores, viver melhor, é contribuir para a melhoria da sociedade e do mundo. O egoísmo é muito diferente disso. O egoísmo é justamente o contrário. É usar os outros para cuidar de você. Claro, se você não cuidar de si mesmo é porque espera que os outros o façam. È anular-se, não cumprindo com seu papel como ser humano, é pendurar-se nos outros. Isso é realmente ser egoísta. Não fazer nada por si mesmo. Claro que se você progredir, cuidar do seu sucesso, vai ter o que dar às pessoas. É melhor fazer o que se pode, do que ficar iludindo-se a vida inteira sem conseguir nada".

Então o "mala" é egoísta.

Sempre me senti egoísta no quesito de roupa de frio. Sinto tanto frio que nunca as dou pensando que um dia não daria para comprar e morreria de frio. "Gentem, amanhã doarei várias e sairei às compras! Lógico que depois que li um parágrafo que diz:

"Que mensagens você está lhe passando. Quando pretende privar-se de coisas que merece economizar, está mostrando que não confia no futuro. Que a vida é falha e não provê às suas necessidades".

Eu sou otimista e sempre acredito que a vida tende a melhorar e como não dou roupas de frio? Isso então é não confiar na vida e nas liquidações? Se minha aposentadoria não der para comprar umas blusitas de frio, juro que irei embora para o Saara e as trocarei por camelo. Tô fora!

Nesse inverno me aguardem. Usarei blusinhas novas, mas tomarei "benerva" para ver se não sinto tanto frio.

Acho que a falta do aquecedor interno interfere no externo provocando um esfriamento "marcial" do qual me acomete uma frieza estonteante dos pés à cabeça, deixando-me medrosa na falta de material "cobertivo".

Eu já tenho certa na minha cabeça o melhor modo de me suicidar: enfrentar -40 graus. Mas como gosto da vida irei me mudar para o Nordeste.

Podem ficar sossegados, não os privarei da minha companhia tão facilmente.

Bjs

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010